Por André Magnin e Philippe Boutté curadores da Exposição

África, outrora considerada distante e misteriosa, é agora uma fonte de esperança, estando inclusive a tornar-se em «o futuro do mundo». O nosso ponto de vista tem vindo a alterar-se à medida que nos tornamos mais conscientes da sua diversidade, riqueza cultural e desafios. A arte está em todo lado, viva, mas nem sempre em linha com os critérios da «arte internacional». A nacionalidade de um artista nunca teve peso na apreciação, poder ou relevância de uma obra de arte. Estamos a caminhar em direção a uma desnacionalização necessária. África é uma terra de fascínio inigualável, suportando a sua originalidade nas suas diferenças. Todo o poder e novidade da abordagem dos artistas alicerça-se na liberdade que garantiram a si mesmos. Este continente ainda tem muitas surpresas para nos dar, com a sua criatividade e com os espantosos projetos de conhecimento e invenção.

Os artistas têm orgulho nas suas raízes, embutidas com a sua própria cultura, crenças, ambiente e luz. Os seus trabalhos estão envolvidos no contexto cultural, político e religioso dos seus encontros, no imediato das notícias atuais, mas são também resultado das suas experiências.