Malick Sidibé

Malick Sidibé

Nasceu em 1935, em Soloba, no Mali
Faleceu no dia 14 de abril de 2016 em Bamako, no Mali

Malick Sidibé nasceu numa família Peul, numa pequena aldeia no Mali. Foi descoberto pelo seu talento a desenhar esquissos e foi admitido na Escola de Artesãos Sudaneses, em Bamako onde concluiu os estudos em 1955. Decorou a loja “Photo Service” de Gerard Guillat, também conhecido como “Gégé la Pellicule», que lhe ofereceu um emprego como aprendiz. Foi assim que se iniciou na fotografia em 1956. Dois anos depois, abriu o «Studio Malick» no centro de Bamako, em Bagadadji, na rua número 30, cruzamento I9. A loucura dos anos 50 e a Independência que se seguiu deu à luz uma nova geração de fotógrafos que estavam completamente envolvidos na vida cultural e social que registaram. Malick Sidibé, personagem crucial nesta cena, era extremamente apreciado pelos jovens e foi convidado para todas as festas dos clubes organizados pela juventude, onde aprendiam as danças que vinham da Europa e de Cuba, e se vestiam elegantemente com roupas ocidentais.

Em 1957 foi o único repórter em Bamako a cobrir todos os eventos, festividades e festas-surpresa. Aos Sábados, estas festas duravam até de madrugada e continuavam no Domingo nas margens do rio Níger. Esta cobertura no local providenciou fotografias simples, repletas de verdade e cumplicidade. Espontaneidade emerge das suas fotos: ele captura a diversão da festa, cheia de risos e vida. Deixou esta atividade em 1978, mas manteve o seu estúdio fotográfico. O seu trabalhou ganhou, entretanto, estatuto internacional graças a dezenas de exposições pelo mundo, tendo a última sido a grande e retrospetiva “Mali Twist” em 2017 na Fondation Cartier pour l’Art Contemporain com curadoria de André Magnin e Brigitte Ollier. Recebeu inúmeros prémios, entre eles o Leão de Ouro na 52ª Biennal di Venezia, tendo sido o primeiro Artista Africano a receber tal tributo.