Frédéric Bruly Bouabré

Frédéric Bruly Bouabré

Nasceu em 1923, em Zéprégüé, Costa do Marfim
Faleceu em 2014, em Abidjan, na Costa do Marfim.

A obra de Frédéric Bruly Bouabré deriva de uma experiência reveladora: no dia 11 de março de 1948, quando «os céus se abriram perante os meus olhos e sete sóis coloridos descreveram um círculo de beleza à volta do seu Sol-mãe, e aí me tornei Cheik Nadro: ‘Aquele que não esquece.’”

Desde então, Bouabré compilou um conjunto de manuscritos que abordam arte, tradições, poesia, contos, religião, estética, e filosofia – revelando-se um pensador, poeta, enciclopedista, criador, extraordinário. Procurando uma forma de preservar e transmitir o conhecimento do povo Bété e do mundo, inventou um alfabeto único de 448 pictogramas monossilábicos, um inventário de sons que permitiriam transcrever todas as linguagens do mundo.

Este esforço resultou na reputação de Bouabré como sendo outro Champollion e traduz o pensamento universal de Frédéric Bruly Bouabré que, desde a sua visão, procurou unir e trazer paz à humanidade. Na década de 70, começou a transferir os seus pensamentos através de centenas de pequenos desenhos em formato de postal, utilizando uma caneta esferográfica e lápis de cor. Estes desenhos, compilados sob o titulo Connaissance du Monde (Conhecimento do Mundo), formam uma enciclopédia de conhecimento e experiência universais. Para Bouabré, os seus desenhos são uma representação de tudo o que foi revelado ou escondido – sinais, pensamentos divinos, sonhos, as ciências, tradições – e este vê o seu papel de artista como um chamamento redentor.