Filipe Branquinho

Filipe Branquinho

Nasceu em 1977, em Maputo, Moçambique.
Reside e trabalha em Maputo, Moçambique.

Filipe Branquinho cresceu durante a guerra civil de Moçambique, num ambiente profundamente ligado ao mundo do jornalismo e das artes. Tornou-se particularmente sensível às imagens através de contactos com alguns dos maiores nomes da fotografia em Moçambique, como Ricardo Rangel, Kok Nam e José Cabral. Branquinho estudou arquitetura primeiro em Moçambique e depois no Brasil onde iniciou o seu processo autodidata de exploração da fotografia e da arte.

Branquinho aborda questões de caráter social focadas na realidade moçambicana especialmente relacionadas com o modo de vida da população, as mitologias e as dinâmicas urbanas. No seu trabalho, explora tópicos como as diferenças de classes, culturais, políticas, de memória coletiva e as condições laborais. O seu estilo combina a sua filiação arquitetural e a sua familiaridade com a «escola» moçambicana de fotografia, fundindo géneros como o retrato e o a fotografia de paisagem. Os retratos de grande formato, em que os modelos posam para o fotógrafo nos seus ambientes de trabalho ou residenciais, são uma marca distintiva da sua obra. Estes são simultaneamente retratos individuais e um «estudo» ou um inventário social de espaços e arquitetura. Ele sugere histórias pessoais; delineia um mapa documental de uma África em mudança, mas dececiona quaisquer expectativas de uma representação exótica.

Em 2013 foi selecionado como finalista do prémio BES Photo, na série Showtime. Com a série Interior Landscapes (Paisagens Interiores) (2011-2014) ganhou o Prémio Internacional Popcap’15 de Fotografia Contemporânea Africana.

Este projeto fotográfico denominado de “Occupations” começou no início de 2011. Este conjunto de fotografias foi exibido em cidades moçambicanas, de forma a capturar o seu espírito através da arquitetura, paisagens e os seus ocupantes. O foco desta obra é um grupo social, em particular, que representa a maioria que habita o tecido urbano: nas grandes cidades, nos subúrbios, na zona costeira, em condomínios privados, etc… Cada fotografia é única e procura dignificar o retratado no exercício da sua ocupação e na forma como comunica com o espaço que ocupa. É neste conjunto de fotografias que as cidades são elucidadas na luz que as rodeia, na paleta de cores e na história das pessoas que ali vivem.

Filipe Branquinho é um artista multifacetado que, para além da fotografia, trabalha com desenhos e colagens.