Celeste Mariposa

Celeste Mariposa

O Afro-Baile é a celebração cultural dos PALOP (a parte mais visível do projecto CelesteMariposa) que pretende juntar todo o seu património musical e colocá-lo no centro de todas as atenções, como merece.
É o resultado de uma pesquisa intensa, desde 2009, pesquisa essa que permitiu não só acumular material de estudo (discos, cassetes, CDs, livros e amigos) como também conhecimento mais profundo da história e estrutura das centenas de estilos musicais dos PALOP, dos seus bailes, ginga, costumes, dialectos e preocupações!

O projecto CelesteMariposa nasceu para exaltar uma riqueza escondida e muitas vezes ignorada por muitos, a da música dos países de língua e expressão portuguesa em África, preservar-lhe o passado e dar-lhe lugar no nosso presente sempre com os dois pés no futuro. É editora (Chalo Correia-Angola e o album Kudihohola 2015, Julinho da Concertina-Cabo Verde e o album Diabo Tocador 2018, e estando a gravar o novo album de Katuta Branca-Cabo Verde para a editora belga Rebel Up!) e promotora (Lux-Frágil, Boom Festival 2014, MusicBox, B.Leza, Galeria Zé Dos Bois, Damas, Bacalhoeiro, Lounge) que pretende dar visibilidade à música e arte que, a meu ver, se mantém “completamente enterrada”. Um projecto agitador claro!

CelesteMariposa nasceu para reunir e divulgar a música que defende, música essa que deve ser reconhecida e apreciada como parte da riqueza cultural de Portugal.
CelesteMariposa planeia com o espólio reunido, editar compilações que preservem para a posteridade um passado a (re)descobrir. Tornou-se editora porque não teve alternativa. À medida que ia descobrindo a enorme rede musical subsequente por registar, impôs-se como repto, independentemente de todas as contrariedades e burocracias apresentadas, “Isto tem que ser gravado!”

O desvendar da história que passou aliado à gravação do presente, tem tanto de desejo melómano como de movimentação activista. Luta contra a hegemonia anglo-saxónica e centro-europeia em favor de uma verdadeira e democrática diversidade musical. Afirmação da música e cultura da África de expressão portuguesa como riqueza imprescindível, reconhecida e acarinhada não só pelas comunidades africanas no nosso pais, seus descendentes portugueses, e na Diáspora mas por todos.

Neste contexto Portugal está pela primeira vez no centro do mundo!